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sábado, 22 de maio de 2010

Fórum atualiza programas de formação de especialistas


A Comissão Mista de Especialidades programa o I Fórum de Atualização dos Programas de Formação de Especialistas, previsto para dia 10 de setembro, em Brasília (DF). O grupo é formado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Entre os 23 itens de pauta nesta sexta-feira (21/05), destaca-se a proposta de programa de formação na área de medicina paliativa. A Comissão abriu um processo de reconhecimento para análise.
Fonte: CFM

CFM discute papel social e econômico das cooperativas médicas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza, dias 27 e 28 de maio, em Brasília (DF), o III Fórum Nacional de Cooperativismo Médico. Entre os convidados estão o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, além de representantes das três entidades médicas nacionais – CFM, Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Também estarão presentes nomes da Unimed do Brasil, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), das secretarias de saúde, parlamentares, do Ministério Público do Trabalho, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Convidados e participantes discutirão temas como o papel sócio-econômico do cooperativismo, parceria público-privada, pontos de convergências entre cooperativismo e entidades médicas, honorários, atuação do órgão regulador, cooperativismo de trabalho no SUS e na saúde suplementar e terceirização.

Trata-se de uma realização da Comissão de Cooperativismo Médico do CFM, coordenada pelo conselheiro Hiran Gallo. A programação completa, com mesas e palestrantes confirmados, será veiculada no início da próxima semana, neste portal.

:: Serviço ::
III Fórum Nacional de Cooperativismo Médico
Data: 27/05/2010 a 28/10/2010 (quinta e sexta-feira)
Abertura: 27/05/2010, às 9h (previsão)
Local: Conselho Federal de Medicina (SGAS 915, Lote 72, Brasília)
Informações e inscrições: comissoes@cfm.org.br
Fonte: CFM

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV

Segundo agência, falso resultado pode ocorrer após vacinação.
Alteração em anticorpo ‘engana’ teste mais comum realizado no Brasil.


Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinadocontra a gripe.

O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.

O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.

A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.

A vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV

Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.

“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.

Problema incomum, mas sem gravidade
“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.

“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”

“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.



Fonte: www.globo.com


Washington, 20 mai (EFE).- Geneticistas americanos anunciaram hoje que, pela primeira vez, produziram uma célula controlada por um genoma sintético, um passo que aproxima a ciência da criação de vida artificial.




"Esta é a primeira espécie autoduplicável no planeta cujo pai é um computador", disse, em entrevista coletiva, Craig Venter, um dos geneticistas mais famosos do mundo.

Há décadas cientistas de todo o mundo manipulam genes de animais e plantas, mas é a primeira vez que alguém altera o genoma completo.

Os autores da façanha, que publicaram a pesquisa na edição de hoje da revista "Science", replicaram no laboratório o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, ao qual adicionaram uma sequência de DNA com um endereço de internet, para revelar os mistérios de seu experimento.

Em seguida, inseriram o genoma na bactéria Mycoplasma capricolum, da qual tinham retirado anteriormente grande parte de sua informação genética.

O novo genoma passou a controlar a célula, que começou a produzir as proteínas que o DNA transplantado pedia.

"Esta é a primeira célula sintética feita e a chamamos de sintética porque é totalmente derivada de um cromossomo sintético", disse Venter.

Na verdade, apenas o genoma é sintético, enquanto o restante da célula é natural.

O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano.

A Synthetic Genomics, companhia fundada por Venter, já conta com um contrato no valor de US$ 600 milhões com a petrolífera Exxon Mobil para produzir algas que absorvam dióxido de carbono e gerem biocombustíveis.

A façanha abre a possibilidade de eventualmente criar uma espécie artificial, com toda a carga ética que isso implica.

"Este é um passo importante, tanto cientificamente quanto filosoficamente. Certamente mudou minhas opiniões sobre a definição da vida e como funciona a vida", afirmou Venter, que ficou famoso em 2000 por ser um dos primeiros cientistas a sequenciar o genoma humano.

Sua equipe tem o objetivo agora de sintetizar "a célula mínima que contenha apenas os genes necessários para sustentar a vida em sua forma mais simples".

Fonte: EFE

Cresce falsificação de remédios, diz OMS

GENEBRA (Reuters) - A produção e venda de medicamentos falsificados está em ascensão em países ricos e pobres, e cada vez mais consumidores incautos as adquirem pela Internet, disseram especialistas na quarta-feira.

Os remédios falsos ou abaixo do padrão costumam viajar escondidos, em sinuosos percursos, para mascarar seu país de origem, como parte de uma atividade criminal que vale bilhões de dólares, acrescentaram eles.

"Eles colocaram muita gente em risco de dano por produtos médicos que podem conter ingrediente ativo demais, de menos ou errado, e/ou conter ingredientes tóxicos", disse Margaret Hamburg, diretora da Administração de Drogas e Alimentos dos

EUA (FDA).

"A falsificação está crescendo em complexidade, escala e escopo geográfico", disse ela em discurso à reunião ministerial anual da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos países ricos, a falsificação envolve "hormônios caros, esteróides, medicamentos anticâncer e produtos farmacêuticos relacionados ao estilo de vida", disse a OMS.

Já nos países em desenvolvimento, especialmente na África, medicamentos falsificados costumam estar disponíveis para o tratamento de doenças graves, como malária, tuberculose e Aids, disse a agência da ONU.

O delegado da Nigéria lembrou que, em fevereiro de 2009, 84 crianças do seu país morreram por causa de um xarope adulterado.

Margaret Chan, diretora-geral da OMS, disse que os produtos ilícitos também aumentaram o problema da resistência a drogas, inclusive dos importantes medicamentos para o tratamento da malária e da Aids.

"Para o paciente, qualquer remédio com a segurança, eficácia ou qualidade comprometidas é perigoso", afirmou ela.

Índia e Brasil, importantes fabricantes de genéricos, alegam, com apoio de ativistas, que os grandes laboratórios farmacêuticos estão se aproveitando da preocupação com os remédios falsos para tentar proteger suas patentes contra concorrentes legítimos no setor de genéricos.

"Aquilo a que nos opomos é que um grupo de empresas privadas, com a ajuda do secretariado (da OMS), trave uma guerra nesta organização contra os medicamentos genéricos", disse a embaixadora do Brasil na OMS, Maria Nazareth Farani Azevedo, em seu discurso.

Chan disse que a OMS não vai entrar no debate sobre a propriedade intelectual das patentes. "O papel da OMS deve ser se concentrar na saúde pública, não no cumprimento da lei nem no cumprimento da propriedade intelectual."

Laboratórios farmacêuticos envolvidos em pesquisa e desenvolvimento de produtos dizem que os medicamentos falsificados representam uma ameaça aos pacientes, e que não são os interesses comerciais que os movem nessa campanha.

Houve no ano passado 1.693 incidentes conhecidos de medicamentos falsificados, um aumento de 7 por cento, segundo esse grupo de laboratórios, que inclui Bristol-Myers Squibb, Roche, GlaxoSmithKline e Sanofi-Aventis.

Fonte: REUTERS

Estudo liga uso de Viagra a perda de audição

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Alabama (EUA) mostrou uma associação entre o uso da pílula para disfunção erétil Viagra e danos à audição. Os pesquisadores que participaram do estudo dizem que outras drogas do gênero, como o Ciallis e o Levitra, também podem provocar o mesmo efeito, apesar de os resultados para esses remédios terem sido inconclusivos.

"Apesar de haver limitações para este estudo, é prudente que pacientes usando essas medicações sejam alertados sobre os sinais de prejuízo à audição, e que sejam encorajados a procurarem atendimento médico imediato para evitar danos permanentes", disse Gerald McGwin, autor principal do estudo.

Esse é o primeiro estudo epidemiológico para avaliar a relação entre esse tipo de droga e a perda de audição a longo prazo. Porém, em 2007 o Food and Drug Administration, órgão que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, promoveu mudanças na bula desses remédios para alertar os pacientes desse possível risco, após vários casos de perda de audição terem sido reportados.

McGwin analisou dados de 11.525 homens de mais de 40 anos de idade examinados entre 2003 e 2006. A conclusão foi a de que os homens que utilizavam medicamentos para disfunção erétil regularmente tinham duas vezes mais chance de apresentar perda de audição do que os homens que nunca haviam usado esse tipo de droga. Essa relação foi mais forte entre os que costumavam tomar o Viagra do que entre os que consumiam Cialis ou Levitra, mas o pesquisador alerta que isso pode ter acontecido em parte porque a amostra de homens que usavam essas últimas drogas era menor no universo do estudo.

Uma das hipóteses para explicar esse efeito colateral do medicamento é que essas drogas contra disfunção erétil, chamadas inibidores da fosfodiesterase-5 (PDE-5i), funcionam por meio do aumento do fluxo sanguíneo para certos tecidos do corpo - por isso favorecem a ereção. "Talvez elas tenham um efeito similar em tecidos do ouvido, órgão no qual um aumento do fluxo sanguíneo pode, potencialmente, causar danos que levem à perda de audição", afirma McGwin.

Fonte: YAHOO! Notícias

TRANSPLANTE DE FÍGADO NÃO É FEITO HÁ QUASE UM ANO

A coordenadora estadual da Central de Transplantes, Francinete Guerra de Morais Pereira, confirmou, terça-feira que não se faz transplante de fígado no Rio Grande do Norte há quase um ano. Ela disse que isso se deve, pelo menos, a um fator - de que nem sempre se acha um fígado compatível com o do paciente que está na fila de espera para ser transplantado.
Porém, Francinete de Morais Pereira explica que a suspensão dos transplantes não se deve à falta de assinatura de um convênio entre a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e o Hospital Universitário Onofre Lopes (Uuol), único habilitado pelo Serviço Unificado de Saúde (SUS) no Estado a realizar esse tipo de procedimento. “Os recursos são repassados diretamente pelo Ministério da Saúde para o hospital universitário”.

Segundo ela, o problema é que os profissionais habilitados a realizarem transplante de fígado são servidores públicos, lotados no Huol, e estão pleiteando uma remuneração pelo procedimento, o que está fora da alçada da Sesap.

Ela disse que ao contrário dos hospitais privados, que recebem do SUS pelos procedimentos de saúde que executam e daí também tiram a remuneração dos seus profissionais, eles não têm como receber essa remuneração extra do Huol, onde são contratados para prestarem serviços de saúde à população.

Mesmo assim, ela informou que existe um precedente com relação a outro hospital universitário, o Walter Cantídio, em Fortaleza (CE), que paga aos cirurgiões pelos transplantes realizados.

Francinete Pereira ainda confirmou a existência de seis pacientes na fila de espera por um transplante de fígado e informou, que ao invés de 12 órgãos encaminhados à Central Nacional de Transplantes, este ano foram encaminhados sete fígados, dos quais foram para seis pacientes de Pernambuco e apenas um do Ceará.

Ela aproveitou para dizer que no Rio Grande do Norte existem na fila de espera quatro pacientes para transplante de coração e 285 à espera de córneas, além de 908 doentes renais que aguardam o transplante de rim.

Serviço:
Central de Transplante do RN
Av. Senador Salgado Filho, s/n
Ed. Pronto Socorro Clovis Sarinho
Fone: (84) 3232-7620
Fax: (84) 3232-7621
E-mail: cncdo@rn.gov.br

Fonte: CRM - RN

Decisão do STF restabelece a diferença de classe no SUS

O Cremers obteve vitória no Supremo Tribunal Federal em sua luta pela volta da ‘diferença de classe’ no Sistema Único de Saúde, que deixou de vigorar em 1991 a partir de resolução do extinto Inamps. A decisão refere-se especificamente a Giruá, mas seguem tramitando outras ações do Cremers, envolvendo Porto Alegre e mais dez cidades gaúchas que têm o SUS municipalizado.

De acordo com o consultor jurídico do Conselho, Jorge Perrone, a decisão do STF deverá ser a mesma em relação às outras ações, atingindo posteriormente todo o Estado, também alvo de ação do Cremers.

O presidente do Cremers, Cláudio Franzen, comemorou: “A decisão é de alto alcance social, pois garante ao cidadão o direito de escolher seu médico optando por internação diferenciada, sem perder o direito de que parte de suas despesas sejam cobertas pelo SUS”.

Ao julgar favoravelmente o recurso extraordinário do Cremers, o ministro relator Celso de Mello frisou, remetendo para decisão anterior da Primeira Turma do STF, tendo como ministro relator Ilmar Galvão:
“... o direito à saúde, como está assegurado no artigo 196 da Constituição, não deve sofrer embaraços impostos por autoridades administrativas no sentido de reduzi-lo ou de dificultar o acesso a ele. Inexistência, no caso, de ofensa à isonomia”.

O ministro referiu a existência de vários outros precedentes no STF, mais recentes ainda, no mesmo sentido.
No dia 13 de maio, o Juiz Federal Substituto Lademiro Dors Filho intimou o município de Giruá a que:
“- permita o acesso do paciente à internação pelo SUS e o pagamento da chamada diferença de classe, para obter melhores acomodações, pagando a quantia respectiva, quer ao hospital, quer ao médico;
- abstenha-se de exigir que a internação só se dê após exame do paciente em posto de saúde (outro médico que não o atendeu), e de impedir a assistência pelo médico do paciente, impondo-lhe outro profissional”.

Foi fixada multa diária de R$ 500,00 no caso de descumprimento da decisão.

Fonte: Cremers

CFM participa de Assembléia da Associação Médica Mundial, na França

Uma comitiva de membros do Conselho Federal de Medicina (CFM) participará da 185º Assembléia da Associação Médica Mundial, que começou nesta quinta-feira (20) em Evian Les Bains, na França. O encontro vai até sábado (22). Haverá reuniões dos comitês de ética médica, planejamento e assuntos sócio-médicos da organização, além de uma reunião plenária.

Representam o CFM na Assembléia os conselheiros Roberto Luiz d’Ávila (presidente), Aloísio Tibiriçá Miranda (2º vice-presidente), Henrique Batista e Silva (secretário-geral), Frederico Henrique de Melo (2º tesoureiro), Edevar José de Araújo, Abdon José Murad Neto, Paulo Ernesto Coelho de Oliveira e José Antônio Ribeiro Filho.
Fonte: CFM

Com o envelhecimento da população, CFM reforça discussões sobre geriatria


A recém-criada Câmara Técnica de Geriatria do Conselho Federal de Medicina (CFM) teve sua primeira reunião nesta quinta-feira (20) na sede da entidade. Os membros da equipe – com representação do CFM, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – reforçaram a importância que o tema adquire no contexto brasileiro, onde o envelhecimento da população está se acentuando. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2000, o grupo de zero a 14 anos representava 30% da população brasileira, enquanto os maiores de 65 anos eram apenas 5%.

A previsão é de que, em 2050, os dois grupos se igualem em 18%. Os avanços da medicina e as melhorias nas condições gerais de vida da população estão elevando a média de vida do brasileiro (expectativa de vida ao nascer) de 45,5 anos de idade, em 1940, para 72,7 anos, em 2008.
Na primeira reunião, o grupo tratou de aspectos considerados relevantes sobre essa questão, como residência em geriatria e os desafios que permeiam o funcionamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIS).

Foi decidido que a SBGG estabelecerá parcerias de atuação e assessoramento com os conselhos regionais de medicina e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tanto para fiscalização do exercício profissional e das ILPIS como para oferecer orientações sobre a normatização de dietas alimentares e suplementos para nutrição do idoso e política de medicamentos para idosos, notadamente os utilizados para tratar a demência. Para avançar nessas e outras discussões sobre geriatria, o CFM participará do XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, a ser realizado de 28 a 31 de julho em Belo Horizonte, Minas Gerais. Adicionalmente, estuda-se dedicar um número da Revista Bioética ao tema. Os autores interessados podem enviar artigos na área (especialmente resultantes de pesquisa) para bioetica@cfm.org.br ou revistabioetica@gmail.com.

Participam da Câmara Técnica: Gerson Zafalon Martins (coordenador, CFM) Cláudia Burlá (SBGG) Maria do Carmo Lencastre de Menezes e Cruz (SBGG) João Carlos Babosa Machado (SBGG) José Elias Soares Pinheiro (SBGG) Elisa Franco de Assis Costa (SBGG) Omar Jaluul (SBGG/Faculdade de Medicina da USP) Emilio Hideyuki Moriguchi (SBGG).
Fonte: Portal Médico