Entre os 23 itens de pauta nesta sexta-feira (21/05), destaca-se a proposta de programa de formação na área de medicina paliativa. A Comissão abriu um processo de reconhecimento para análise.
Fonte: CFM
Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinadocontra a gripe.
O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.
O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.
A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.
Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.
“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.
Problema incomum, mas sem gravidade
“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.
“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”
“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.
Fonte: www.globo.com

Washington, 20 mai (EFE).- Geneticistas americanos anunciaram hoje que, pela primeira vez, produziram uma célula controlada por um genoma sintético, um passo que aproxima a ciência da criação de vida artificial.
Há décadas cientistas de todo o mundo manipulam genes de animais e plantas, mas é a primeira vez que alguém altera o genoma completo.
Os autores da façanha, que publicaram a pesquisa na edição de hoje da revista "Science", replicaram no laboratório o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, ao qual adicionaram uma sequência de DNA com um endereço de internet, para revelar os mistérios de seu experimento.
Em seguida, inseriram o genoma na bactéria Mycoplasma capricolum, da qual tinham retirado anteriormente grande parte de sua informação genética.
O novo genoma passou a controlar a célula, que começou a produzir as proteínas que o DNA transplantado pedia.
"Esta é a primeira célula sintética feita e a chamamos de sintética porque é totalmente derivada de um cromossomo sintético", disse Venter.
Na verdade, apenas o genoma é sintético, enquanto o restante da célula é natural.
O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano.
A Synthetic Genomics, companhia fundada por Venter, já conta com um contrato no valor de US$ 600 milhões com a petrolífera Exxon Mobil para produzir algas que absorvam dióxido de carbono e gerem biocombustíveis.
A façanha abre a possibilidade de eventualmente criar uma espécie artificial, com toda a carga ética que isso implica.
"Este é um passo importante, tanto cientificamente quanto filosoficamente. Certamente mudou minhas opiniões sobre a definição da vida e como funciona a vida", afirmou Venter, que ficou famoso em 2000 por ser um dos primeiros cientistas a sequenciar o genoma humano.
Sua equipe tem o objetivo agora de sintetizar "a célula mínima que contenha apenas os genes necessários para sustentar a vida em sua forma mais simples".
Fonte: EFE
GENEBRA (Reuters) - A produção e venda de medicamentos falsificados está em ascensão em países ricos e pobres, e cada vez mais consumidores incautos as adquirem pela Internet, disseram especialistas na quarta-feira.
Os remédios falsos ou abaixo do padrão costumam viajar escondidos, em sinuosos percursos, para mascarar seu país de origem, como parte de uma atividade criminal que vale bilhões de dólares, acrescentaram eles.
"Eles colocaram muita gente em risco de dano por produtos médicos que podem conter ingrediente ativo demais, de menos ou errado, e/ou conter ingredientes tóxicos", disse Margaret Hamburg, diretora da Administração de Drogas e Alimentos dos
EUA (FDA).
"A falsificação está crescendo em complexidade, escala e escopo geográfico", disse ela em discurso à reunião ministerial anual da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nos países ricos, a falsificação envolve "hormônios caros, esteróides, medicamentos anticâncer e produtos farmacêuticos relacionados ao estilo de vida", disse a OMS.
Já nos países em desenvolvimento, especialmente na África, medicamentos falsificados costumam estar disponíveis para o tratamento de doenças graves, como malária, tuberculose e Aids, disse a agência da ONU.
O delegado da Nigéria lembrou que, em fevereiro de 2009, 84 crianças do seu país morreram por causa de um xarope adulterado.
Margaret Chan, diretora-geral da OMS, disse que os produtos ilícitos também aumentaram o problema da resistência a drogas, inclusive dos importantes medicamentos para o tratamento da malária e da Aids.
"Para o paciente, qualquer remédio com a segurança, eficácia ou qualidade comprometidas é perigoso", afirmou ela.
Índia e Brasil, importantes fabricantes de genéricos, alegam, com apoio de ativistas, que os grandes laboratórios farmacêuticos estão se aproveitando da preocupação com os remédios falsos para tentar proteger suas patentes contra concorrentes legítimos no setor de genéricos.
"Aquilo a que nos opomos é que um grupo de empresas privadas, com a ajuda do secretariado (da OMS), trave uma guerra nesta organização contra os medicamentos genéricos", disse a embaixadora do Brasil na OMS, Maria Nazareth Farani Azevedo, em seu discurso.
Chan disse que a OMS não vai entrar no debate sobre a propriedade intelectual das patentes. "O papel da OMS deve ser se concentrar na saúde pública, não no cumprimento da lei nem no cumprimento da propriedade intelectual."
Laboratórios farmacêuticos envolvidos em pesquisa e desenvolvimento de produtos dizem que os medicamentos falsificados representam uma ameaça aos pacientes, e que não são os interesses comerciais que os movem nessa campanha.
Houve no ano passado 1.693 incidentes conhecidos de medicamentos falsificados, um aumento de 7 por cento, segundo esse grupo de laboratórios, que inclui Bristol-Myers Squibb, Roche, GlaxoSmithKline e Sanofi-Aventis.
Fonte: REUTERS
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Alabama (EUA) mostrou uma associação entre o uso da pílula para disfunção erétil Viagra e danos à audição. Os pesquisadores que participaram do estudo dizem que outras drogas do gênero, como o Ciallis e o Levitra, também podem provocar o mesmo efeito, apesar de os resultados para esses remédios terem sido inconclusivos.
"Apesar de haver limitações para este estudo, é prudente que pacientes usando essas medicações sejam alertados sobre os sinais de prejuízo à audição, e que sejam encorajados a procurarem atendimento médico imediato para evitar danos permanentes", disse Gerald McGwin, autor principal do estudo.
Esse é o primeiro estudo epidemiológico para avaliar a relação entre esse tipo de droga e a perda de audição a longo prazo. Porém, em 2007 o Food and Drug Administration, órgão que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, promoveu mudanças na bula desses remédios para alertar os pacientes desse possível risco, após vários casos de perda de audição terem sido reportados.
McGwin analisou dados de 11.525 homens de mais de 40 anos de idade examinados entre 2003 e 2006. A conclusão foi a de que os homens que utilizavam medicamentos para disfunção erétil regularmente tinham duas vezes mais chance de apresentar perda de audição do que os homens que nunca haviam usado esse tipo de droga. Essa relação foi mais forte entre os que costumavam tomar o Viagra do que entre os que consumiam Cialis ou Levitra, mas o pesquisador alerta que isso pode ter acontecido em parte porque a amostra de homens que usavam essas últimas drogas era menor no universo do estudo.
Uma das hipóteses para explicar esse efeito colateral do medicamento é que essas drogas contra disfunção erétil, chamadas inibidores da fosfodiesterase-5 (PDE-5i), funcionam por meio do aumento do fluxo sanguíneo para certos tecidos do corpo - por isso favorecem a ereção. "Talvez elas tenham um efeito similar em tecidos do ouvido, órgão no qual um aumento do fluxo sanguíneo pode, potencialmente, causar danos que levem à perda de audição", afirma McGwin.
Fonte: YAHOO! Notícias